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	<title>Taberna da Música &#187; Comentários</title>
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		<title>História do Fado</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 22:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taberna da Música</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«Povo que lavas no rio. Que talhas com teu machado As tábuas do meu caixão! Pode haver quem de defenda Quem compre o teu chão sagrado, Mas a tua vida não…» (Pedro Homem de Melo ) na voz de Amália Rodrigues. A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, “destino”. De origem obscura, terá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: justify"><img class="alignleft size-full wp-image-196" title="historia" src="http://www.tabernadamusica.com/wp-content/uploads/2009/10/historia.jpg" alt="historia" width="180" height="240" />«Povo que lavas no rio.<br />
Que talhas com teu machado<br />
As tábuas do meu caixão!<br />
Pode haver quem de defenda<br />
Quem compre o teu chão sagrado,<br />
Mas a tua vida não…»<br />
(Pedro Homem de Melo ) na voz de Amália Rodrigues.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, “destino”. De origem obscura, terá surgido provavelmente na primeira metade do século XIX.</p>
<p>O que se observa é uma disputa entre os que escrevem sobre o Fado, em que,  como se diz na gíria popular, cada um (puxa a brasa à sua sardinha , uns que o Fado teve como princípio o <strong>Bairro de Alfama</strong>, outros que em <strong>Alcântara</strong>, outros no <strong>Bairro Alto</strong>, outros na <strong>Madragoa</strong>, e mais precisamente no <strong>Bairro da Mouraria</strong>, por naquele Bairro terem habitado os mouros, por D. Afonso Henriques na era cristã os ter obrigado a sair do Bairro da Madragoa, obrigando-os a viver na parte oriental de Lisboa, e foi naquele sítio que os mouros se instalaram, daí o nome do <strong>Bairro da Mouraria</strong>.</p>
<div class="mceTemp" style="TEXT-ALIGN: justify">
<dl id="attachment_197" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-medium wp-image-197 " title="O_Fado_1910" src="http://www.tabernadamusica.com/wp-content/uploads/2009/10/O_Fado_1910-300x248.jpg" alt="O_Fado_1910" width="300" height="248" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Fado foi pintado em 1910</dd>
</dl>
</div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">É certo que fora ali, com paragens nas tabernas e bordéis desses bairros populares do antigamente, que o Fado se celebrizou, denunciando a sua origem popular, a alma do povo, e bem cedo começou a frequentar os mais aristocráticos salões, sempre muito bem acolhido com entusiasmo e carinho pela fidalguia, e não se pode dizer que por este motivo exista Fado aristocrático, e fado do povo, como alguns teimam em dizer: e tambem não há Fado velho e Fado novo, porque existe só um<strong> FADO</strong>.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O Fado, na primeira metade do século XX, foi adquirindo grande riqueza melódica e complexidade rítmica, tornando-se mais literário e mais artístico. Os versos populares são substituídos por versos elaborados e começam a ouvir-se as décimas, as quintilhas, as sextilhas, os alexandrinos e os decassílabos.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Os artistas que cantam o fado trajavam de negro. É no silêncio da noite, com o mistério que a envolve, que se deve ouvir, com uma “alma que sabe escutar”, esta canção, que nos fala de sentimentos profundos da alma portuguesa. É este o fado que faz chorar as guitarras…</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O fado de Lisboa, que é hoje conhecido mundialmente, pode ser (e é muitas vezes) acompanhado por violino, violoncelo e até por orquestra.</p>
<p>O fado dito “típico” é hoje em dia cantado principalmente para turistas, nas “casas de fado” e com o acompanhamento tradicional. Mantém as características dos primórdios: o cantar com tristeza e com sentimento mágoas passadas e presentes. Mas também pode contar uma história divertida com ironia ou proporcionar um despique entre dois cantadores, muitas vezes improvisando os versos – então, é a desgarrada.</p>
<div class="mceTemp" style="TEXT-ALIGN: justify">
<dl id="attachment_198" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-medium wp-image-198 " title="Os_Bebados_1907" src="http://www.tabernadamusica.com/wp-content/uploads/2009/10/Os_Bebados_1907-300x228.jpg" alt="Os_Bebados_1907" width="300" height="228" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Os Bêbados foi pintado em 1907</dd>
</dl>
</div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">As figuras expostas no <strong>quadro de Malhoa</strong> que simboliza o Fado, não são nem a <strong>Severa</strong>, nem o <strong>conde do Vimioso</strong>. As figuras expostas são a <strong>Adelaide</strong> que tinha por alcunha a &#8220;Adelaide da Facada&#8221;, por numa briga ter ficado com cicatrízes na face esquerda, e por isso aparece no quadro nessa posição. Ele é o <strong>Amâncio guitarrista</strong>, amante da Adelaide.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Dizem que Este quadro esteve numa exposição em Paris, com o título  &#8220;<strong>Os bêbados</strong>&#8221; e que mas mais tarde, <strong>José Malhoa</strong>, seu autor, dá-lhe título de o &#8220;<strong>FADO</strong>&#8220;. Tal afirmação está certamente errada, uma vez que existem os dois quadros como se pode ver nas imagens deste post.  &#8220;Os Bêbados&#8221; foi pintado em 1907 e &#8221;O Fado&#8221; foi pintado em 1910.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O Fado é cantado de Pé:<br />
Na sequência das suas actuações no Chiado Terrasse,  Alfredo Marceneiro, que já tinha criado o hábito de cantar o fado à média-luz, tem um dos seus repentes de criatividade e levanta-se para cantar o Fado. Todos os fadistas cantavam sentados, os espectadores mais distantes tinham a tendência de se levantar, afim de poderem ver quem estava a actuar.</p>
<p>Isto provocava um certo burburinho que prejudicava as actuações, com a atitude de Alfredo Marceneiro, o Fado ganhou outro respeito. A partir desse dia, os tocadores e os fadistas passaram a ter um lugar de destaque nas salas onde actuavam e o Fado começou a ser cantado em pé.</p>
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